Lula ignora Trump, e Brasil pode pagar caro com tarifas pesadas dos EUA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmou neste domingo (27) que irá manter o plano de impor tarifas de até 50% sobre parceiros comerciais que não firmarem novos acordos com Washington, e o Brasil segue fora da lista de exceções. Em declaração contundente durante encontro com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na Escócia, Trump afirmou que não pretende adiar os prazos e que está “sem paciência” para países que resistem às novas diretrizes comerciais americanas.
Enquanto cinco nações, Reino Unido, Vietnã, Indonésia, Filipinas e Japão, já renegociaram seus termos com os Estados Unidos, o Brasil, sob a liderança de Lula, permanece à margem das conversas. A ausência de diálogo direto com a gestão americana acende um alerta para o agronegócio e setores industriais brasileiros, que poderão ser diretamente impactados pelas futuras sobretaxas. A falta de articulação internacional do atual governo já levanta críticas entre especialistas e empresários que temem prejuízos bilionários nas exportações.
Trump tem adotado uma postura firme na defesa da indústria americana, enquanto cobra reciprocidade dos parceiros comerciais. O Brasil, que já sofreu com retrações e perdas de competitividade em governos anteriores, corre o risco de enfrentar um novo ciclo de isolamento econômico. Com a janela de negociação se estreitando, cresce a pressão sobre o Palácio do Planalto para que se movimente e evite uma crise ainda maior nas relações bilaterais com os Estados Unidos.






